Da redação
O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo realizou, nesta terça-feira (2), a Operação Cátedra para investigar um suposto esquema de fraude a licitações em cidades da Grande São Paulo e do interior do estado. A ação ocorreu em São Bernardo do Campo e Santos.
As diligências ocorreram com apoio da Polícia Militar e incluíram o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Foram recolhidos dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais nas cidades envolvidas. Entre os alvos está a Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo e seu ex-diretor, Rodrigo Gago, investigado por suposto recebimento de propina.
Segundo o Ministério Público, a investigação aponta que o grupo utilizava mais de um CNPJ para simular concorrência entre empresas em processos licitatórios, embora não houvesse disputa real de preços. A decisão judicial determinou o sequestro e bloqueio de bens, somando até R$ 41 milhões relacionados ao caso.
O caso também é investigado sob suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, empresas ligadas ao grupo teriam sido favorecidas em contratações com a Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, que somam aproximadamente R$ 6 milhões.
Em nota, a faculdade informou colaborar integralmente com as autoridades, ressaltando que não é parte formal na investigação e que desconhece o objeto específico da apuração devido ao sigilo dos autos. A instituição também declarou não ter recebido informações sobre a abrangência ou o foco investigativo.
O Ministério Público, em nota, afirmou que uma investigação semelhante já resultou em ação penal contra um grupo acusado de utilizar várias empresas para simular concorrência em licitações de grande valor. O escritório de Rodrigo Gago não atendeu às ligações para comentar o caso.







