Início Distrito Federal GDF inicia Operação Verde Vivo 2026 para prevenir incêndios florestais na seca

GDF inicia Operação Verde Vivo 2026 para prevenir incêndios florestais na seca

- Publicidade -


Da redação

O Governo do Distrito Federal lançou na terça-feira (26), em frente ao Palácio do Buriti, a Operação Verde Vivo 2026 para intensificar a prevenção, o monitoramento e o combate a incêndios florestais durante a seca. O DF está em estado de emergência ambiental entre abril e dezembro, conforme decreto de 14 de maio de 2026.

Durante a cerimônia de lançamento, a governadora Celina Leão destacou a importância da prevenção para enfrentar a estiagem e mencionou a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia de formação do El Niño no segundo semestre. Segundo ela, o fenômeno pode reduzir as chuvas e elevar a temperatura na região Centro-Oeste.

A governadora ainda alertou a população sobre a necessidade de evitar queimadas, sejam acidentais ou intencionais. De acordo com o CBMDF, as equipes de bombeiros serão mobilizadas de forma gradual conforme a necessidade. Entre 170 e 200 bombeiros atuarão diariamente em 12 postos específicos e em 33 unidades operacionais.

O comandante-geral do CBMDF, coronel Moisés Alves Barcelos, afirmou que quase todos os incêndios florestais atendidos pela corporação têm causa humana. Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública interino, reforçou a importância da educação ambiental, mencionando que, na seca, praticamente todos os incêndios resultam de ações humanas.

A Operação Verde Vivo está integrada ao Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Ppcif), que envolve, além do Corpo de Bombeiros, a Secretaria do Meio Ambiente, Brasília Ambiental, Jardim Botânico, Defesa Civil, Polícia Militar e Secretaria de Saúde, com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

As ações da operação vão priorizar áreas de conservação ambiental, unidades de preservação, regiões rurais e pontos críticos do Cerrado no DF. O plano inclui monitoramento, educação ambiental, aceiros, orientação a comunidades e campanhas educativas sobre riscos de queimadas, especialmente em áreas de interface urbano-florestal e entorno. Em 2025, houve redução de 24,07% nas ocorrências e de 28,73% na área queimada em relação a 2024.