Da redação
O Governo do Distrito Federal anunciou, nesta terça-feira (9), a instalação de câmeras de segurança em parques urbanos do DF, como medida para detectar alterações de temperatura e prevenir incêndios. O secretário de Meio Ambiente, Rafael Ramalho de Santana, detalhou as ações em entrevista concedida em Brasília, ressaltando ainda projetos de reflorestamento e pesca regulamentada.
A implementação das câmeras será feita em parceria com a Secretaria de Segurança Pública, contemplando inicialmente os parques do Cortado, Águas Claras, Ezechias Heringer e Setor O. O sistema inclui câmeras “sem fogo”, que monitoram mudanças de temperatura e acionam automaticamente o Instituto Brasília Ambiental e o Corpo de Bombeiros para resposta rápida a focos de incêndio.
De acordo com Santana, “o Distrito Federal teve números inéditos. São 66% de diminuição das queimadas”. Ele destacou que mais de 90% desses incidentes seriam provocados por intervenção humana. Com a nova tecnologia, o objetivo é ampliar a cobertura para todo o território do DF e reforçar o combate ao fogo, especialmente em períodos críticos do ano.
Além das câmeras, a Secretaria de Meio Ambiente e o Instituto Brasília Ambiental investem em campanhas de educação ambiental, como blitze educativas realizadas em escolas com o apoio da Secretaria de Educação. Nessas ações, estudantes participam de atividades para conscientização sobre a importância da preservação ambiental, além de orientação de motoristas sobre cuidados com a fauna e a flora.
No âmbito da recuperação ambiental, Santana informou o início do processo de reflorestamento das margens do Rio Melchior, com edital público lançado nas últimas semanas. O projeto prevê o plantio de 200 mil mudas em 100 hectares da região de Samambaia, contando com R$ 8,2 milhões de investimento e participação de ONGs habilitadas no Fundo do Meio Ambiente.
A Secretaria também conduziu estudos técnicos para avaliar intervenções na qualidade das águas do Rio Melchior, incluindo possível reutilização agrícola. Sobre o Lago Paranoá, dois decretos recentes regulamentam a pesca, inclusive liberando a captura do pirarucu — espécie amazônica considerada invasora —, cuja autorização formal será assinada em 14 de junho.





