Início Distrito Federal GDF retira projeto de lei para reduzir número de administrações regionais

GDF retira projeto de lei para reduzir número de administrações regionais

rollembergO governo do Distrito Federal retirou nesta quarta-feira (22) o projeto de lei enviado à Câmara Legislativa que reduzia o número de administrações regionais de 31 para 25. O texto elaborado pelo Executivo foi enviado aos distritais em fevereiro, mas enfrentou resistência dos parlamentares e de associações de moradores das regiões.

O GDF defendia a redução dos órgãos para diminuir os gastos com folha de pagamento, mas reconheceu nesta semana a dificuldade em aprovar a medida. O secretário de Relações Institucionais, Marcos Dantas, afirma que o governo estuda a exoneração de funcionários que foram nomeados nas administrações sem concurso.

“Mantendo as 31 administrações, a gente vai ter que fazer um corte de racionalidade. Tem muita coisa que não precisa em uma administração regional, muito excesso. Então, [vamos cortar] essa gordura com perspectiva de economizar, para poder usar esse recurso, por exemplo, na área de saúde”, afirmou.

Segundo o líder do PT e da oposição na Câmara, Chico Vigilante, os distritais vetaram a redução nos órgãos porque estão acostumados a indicar afilhados políticos para os cargos de confiança. “Uniu-se as duas coisas, a população que estava contra e o interesse de parlamentares que querem nomear gente para as administrações.”

Estacionados
A retirada do projeto representa a segunda derrota do governo de Rodrigo Rollemberg na articulação com a Câmara Legislativa. Em março, o GDF suspendeu temporariamente a discussão sobre o aumento do IPTU a partir de 2016 como medida para reforçar os cofres públicos.

O tema foi enviado aos distritais no pacote de medidas de austeridade do Buriti, apelidado de “Pacto por Brasília”. Os parlamentares aprovaram mudanças nas alíquotas de IPVA e no ICMS sobre combustíveis, mas barraram a alta do IPTU e o fim do “IPVA zero” no ano da compra do veículo. O leilão de dívidas com fornecedores estava previsto na proposta, mas também não foi aprovado.

Em entrevista ao G1 em março, o subsecretário de Relações Legislativas, Sérgio Nogueira, disse que os reajustes tributários passariam por novo estudo. “Já sentimos que o aumento do IPTU como foi proposto, com um limite de 20% ao ano, não tem condições de ser aprovado. Como já foi dito antes, tudo isso só vale a partir de 2016. Temos até dezembro para decidir o que será feito.”

Fonte: G1