Da redação
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), participou nesta terça-feira, 26, de audiência no Supremo Tribunal Federal para negociar medidas que visam evitar o colapso do Banco de Brasília (BRB), após a crise gerada pelo escândalo do banco Master. O encontro buscou alternativas para estabilizar a instituição financeira.
A reunião, conduzida pelo ministro Luiz Fux, contou com representantes do Banco Central, da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério da Fazenda. O objetivo foi encontrar uma solução que preservasse a estabilidade do sistema financeiro local, sem sobrecarregar a União com novas garantias formais.
Durante a audiência, as partes acordaram que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) poderá realizar uma operação de até R$ 6,6 bilhões para dar suporte ao BRB. O Governo do Distrito Federal fornecerá contragarantias ao FGC, dispensando a necessidade de aval formal da União para a operação.
Em resposta, o governo federal comprometeu-se a flexibilizar restrições fiscais que atualmente impedem o Distrito Federal de ampliar seu endividamento. A medida foi considerada significativa pelos envolvidos, que avaliaram este acordo como o mais concreto até o momento no sentido de evitar o agravamento da crise na instituição.
Ficou marcada uma nova audiência de conciliação para quinta-feira, 28, quando serão discutidos e detalhados os aspectos técnicos necessários à implementação da solução negociada. As partes envolvidas pretendem avançar na consolidação dos instrumentos jurídicos e financeiros do acordo.
O impasse no BRB foi desencadeado pelo escândalo envolvendo o banco Master, que resultou em instabilidade na instituição brasiliense. O uso do FGC, junto a contragarantias do GDF, foi proposto como alternativa para restaurar a confiança e assegurar o funcionamento regular do BRB no curto prazo.






