Da redação
Desde que assumiu a presidência da Fecomércio-DF em 2022, José Aparecido Costa Freire promoveu mudanças estruturais e ampliou a formação de mão de obra nos setores representados pela federação. Entre as principais ações, destaca-se a troca de sedes do Sesc, Senac e da própria Fecomércio para prédios próprios, além do crescimento no número de vagas e alunos qualificados, conforme relatou ao Jornal de Brasília.
Segundo Freire, setores como bares, restaurantes, turismo e eventos ainda sofrem os impactos da pandemia de covid-19, especialmente pelo longo tempo de paralisação e falta de faturamento. Ele projeta que a normalização desses segmentos deve acontecer até 2029, tendo em vista o tempo necessário para recomposição financeira e operacional.
Freire aponta que o setor de comércio do DF permanece crescendo acima da média nacional, com alta acumulada no varejo de 4% entre janeiro e novembro de 2025, e 4,1% nos últimos doze meses. Porém, registrou preocupação com queda de 3,4% em outubro e ressalta o desafio da recuperação dos setores de serviços.
Sobre o perfil econômico do Distrito Federal, Freire afirma que o peso do funcionalismo público diminuiu nos últimos anos, com serviços e turismo ocupando uma fatia cada vez maior do PIB local. Ele ressalta a atuação do Senac na qualificação profissional, especialmente com a ampliação de polos em cidades-satélites e a inclusão de novos cursos de gastronomia.
Entre os destaques da gestão, Freire cita a maior unidade do Senai no DF, com mais de 5 mil alunos, e que todas as unidades do Sesc e Senac passaram a ser em prédios próprios. O número de usuários credenciados do Sesc triplicou, os alunos do Senac passaram de 500 para 1.600, e o Instituto Fecomércio duplicou o número de Jovens Aprendiz. Freire confirmou a candidatura à reeleição e apontou a qualificação da mão de obra como principal gargalo da economia local, frisando que o Senac qualificou mais de 30 mil profissionais em 2024.






