Esta terça-feira (7) é marcada pelo Dia Internacional contra a Violência e o Bullying na Escola. Políticas públicas implementadas nos últimos anos pela Secretaria de Educação, sob a gestão de Hélvia Paranaguá, levaram o Distrito Federal ao posto de referência nacional no enfrentamento ao bullying e a outras formas de violência no ambiente escolar. Levantamento do Ministério da Educação (MEC) mostra que 91,65% das escolas da rede pública do DF realizam ações frequentes de prevenção, o maior índice do país.
O desempenho do DF está bem acima da média nacional, em que 82,24% das escolas relatam ações frequentes de combate à violência, segundo o MEC.

O resultado é atribuído a uma política construída ao longo dos últimos anos, durante a gestão da ex-secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, que passou a tratar o tema como ação permanente de governo, e não como resposta pontual a episódios de violência.
“Combater a violência nas escolas não é uma ação isolada, é uma política pública que precisa ser contínua, planejada e integrada. Quando há formação de professores, acompanhamento das escolas e atuação em rede com outras áreas, é possível transformar o ambiente escolar de forma consistente”, afirma Hélvia Paranaguá, que deixou o cargo no início de abril.
Entre os principais eixos está o programa NaMoral, desenvolvido em parceria com o Ministério Público do DF, que trabalha valores como ética, cidadania e convivência nas escolas. A Secretaria também mantém ações conjuntas com a Polícia Federal e a Secretaria de Segurança Pública, ampliando a capacidade de prevenção e resposta a situações de risco.
Além das diretrizes gerais, a política se materializa em práticas desenvolvidas nas próprias escolas. Unidades de diferentes regiões administrativas adotam metodologias como justiça restaurativa, escuta ativa e protagonismo juvenil, voltadas à mediação de conflitos e à construção de um ambiente escolar mais seguro.
Outro elemento central é a formação dos profissionais da educação, apontada pela gestão como condição para sustentar as ações no longo prazo. A lógica é estruturar a prevenção como parte do cotidiano escolar, e não como iniciativa eventual.
Essa abordagem também tem sido ampliada com novas iniciativas voltadas ao desenvolvimento emocional dos estudantes. Em março, a Secretaria lançou o programa Saberes Socioemocionais, que propõe trabalhar habilidades como empatia, responsabilidade, convivência e tomada de decisão no ambiente escolar.
A iniciativa surge em um contexto de aumento das demandas emocionais nas escolas, especialmente após a pandemia, e busca incorporar de forma estruturada o desenvolvimento socioemocional à rotina pedagógica.







