Início Mundo Gigantes petroleiros da China cruzam o estratégico estreito de Ormuz

Gigantes petroleiros da China cruzam o estratégico estreito de Ormuz


Da redação

Dois superpetroleiros chineses atravessaram o estreito de Ormuz no sábado (11), segundo dados de navegação da LSEG (London Stock Exchange Group), sendo possivelmente as primeiras embarcações a deixarem o Golfo Pérsico após o acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, fechado no início da semana. Os navios Cospearl Lake e He Rong Hai, ambos fretados pela Unipec, braço comercial da Sinopec, maior refinaria da Ásia, passaram pela chamada “área de ancoragem experimental da Passagem de Ormuz”, ao redor da ilha iraniana de Larak.

O movimento indica uma retomada relevante no fluxo de petróleo pelo estreito, antes quase paralisado desde o início da guerra em 28 de fevereiro. Os dois petroleiros chineses carregaram petróleo na Arábia Saudita e no Iraque, não havendo ligação direta com o Irã. Juntos, três navios que utilizaram a rota têm capacidade total de cerca de 6 milhões de barris, número ainda inferior à média dos períodos de paz, quando o Irã exportava cerca de 1,7 milhão de barris diários pelo local.

A reabertura do estreito é considerada crucial para o comércio global de petróleo, já que a paralisação resultou na perda de milhões de barris para o mercado. A volta do tráfego tende a aliviar a pressão sobre mercados mundiais que enfrentam restrições de oferta. Os EUA e o Irã têm negociações de paz mediadas pelo Paquistão, previstas para Islamabad, em meio a um cessar-fogo válido por duas semanas.

Além dos navios comerciais, a Marinha dos EUA também tentou cruzar o estreito sem coordenação prévia com o Irã, segundo relato do portal Axios. Autoridades iranianas, conforme a agência semi-oficial Fars, monitoraram o movimento de um destróier americano, alertando-o para evitar ataques. Após a advertência, o navio americano teria regressado.

O tráfego pela hidrovia voltou a ser monitorado digitalmente, e apesar da possibilidade de manipulação nos dados, os sinais das embarcações parecem indicar movimentações reais. O Irã informou que os navios têm autorização para navegar, desde que solicitem permissão.