Da redação
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, criticou publicamente nesta segunda-feira, em Brasília, a condução do ministro André Mendonça como relator do caso Master, envolvendo a negociação da delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. Mendes afirmou que considera “erro crasso” o envolvimento direto do colega no acordo.
Durante participação em evento, Gilmar Mendes respondeu a perguntas sobre a atuação de Mendonça no caso, destacando sua discordância quanto à participação ativa do relator nas negociações. “Na conversa que nós…”, declarou Mendes, deixando clara uma divergência sobre os procedimentos adotados por Mendonça. O decano do STF defende maior distanciamento do magistrado nessas tratativas.
O caso Master ganhou destaque devido às negociações da delação premiada de Daniel Vorcaro, cuja colaboração com as autoridades está sob análise do Supremo Tribunal Federal. Segundo Gilmar Mendes, a atuação de Mendonça como relator deveria se restringir à homologação ou não do acordo, sem interação direta na negociação dos termos com as partes envolvidas.
A declaração do decano do Supremo repercutiu entre integrantes do Judiciário, pois traz à tona questionamentos sobre os limites de atuação de ministros no processo de delação premiada. Gilmar Mendes frisou que atitudes como a de Mendonça podem comprometer a imparcialidade necessária para a análise do acordo no âmbito do STF.
Ainda de acordo com Gilmar Mendes, discussões internas sobre procedimentos na Corte são comuns e contribuem para o aprimoramento institucional. Ele não detalhou outras conversas com o ministro André Mendonça, mas reafirmou a necessidade de seguir normas estabelecidas em processos sensíveis, como o das delações.
O caso Master envolve negociações delicadas de colaboração premiada no Supremo Tribunal Federal. Daniel Vorcaro, banqueiro investigado, teve proposta de acordo em discussão, e o relator do caso é o ministro André Mendonça. Gilmar Mendes ocupa a posição de decano do STF e se manifesta sobre questões processuais relevantes no tribunal.





