Da redação
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que a eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 2026 se deve à influência das empresas de apostas esportivas, conhecidas como bets, no futebol nacional. Em pronunciamento por videoconferência, Girão defendeu que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reavalie os patrocínios e proponha limites à atuação dessas empresas.
Conforme o senador, o Brasil tornou-se “o paraíso das casas de apostas, que afastam o torcedor do futebol” e provocam endividamento, problemas familiares e perda de empregos. Girão ainda pediu que a Seleção volte a ser treinada por um técnico brasileiro, destacando Filipe Luís como exemplo adequado, por recusar vínculo com empresas de apostas.
No jogo das oitavas de final da Copa, realizado em Nova Jersey, a equipe brasileira foi derrotada pela Noruega por 2 a 1. Atualmente, a Seleção é comandada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, que, segundo Girão, poderia ser substituído por profissionais nacionais já qualificados para o cargo.
Durante o mesmo discurso, o senador criticou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu a Resolução nº 2.378 do Conselho Federal de Medicina (CFM). Esta norma vedava a assistolia fetal em gestações acima de 22 semanas, exceto nos casos previstos na legislação, como estupro, risco para a gestante e anencefalia. Girão classificou o procedimento como “aplicação covarde de cloreto de potássio no coração do bebê vivo”.




