Da redação
A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), que também é pré-candidata ao Senado pelo Paraná, protocolou nesta segunda-feira, 27, projetos na Câmara dos Deputados para que Paolo Zampolli, enviado especial dos Estados Unidos para Negócios Globais, seja declarado “persona non grata” no Brasil e na própria Câmara. A justificativa são declarações recentes do diplomata.
Segundo Gleisi, a medida foi motivada por pronunciamentos de Paolo Zampolli considerados ofensivos ao país. A deputada afirma que as declarações do enviado norte-americano não condizem com o relacionamento diplomático esperado entre Brasil e Estados Unidos, por isso pediu a rejeição da presença dele em território nacional e nas dependências da Câmara dos Deputados.
O texto entregue por Gleisi pede, de forma oficial, que Zampolli, que tem atuado como representante dos Estados Unidos para temas globais, seja reconhecido como alguém “não bem-vindo” no âmbito do legislativo brasileiro. A medida, se aprovada, funcionaria como uma sinalização política de descontentamento, pois não afasta legalmente o diplomata do país.
Gleisi argumentou ainda que as manifestações de Zampolli extrapolam o que se entende como aceitável em missões internacionais e ameaçam o diálogo institucional entre os dois países. A deputada ressaltou que “não é admissível tolerar posicionamentos constrangedores” em solo brasileiro, especialmente vindos de autoridades estrangeiras em exercício de funções oficiais.
A iniciativa segue para análise das comissões internas da Câmara dos Deputados, onde pode ser debatida e eventualmente submetida à votação. O projeto não tem efeito imediato e depende de tramitação regular para eventuais desdobramentos formais ou políticos no relacionamento entre Brasil e Estados Unidos.
Paolo Zampolli exerce a função de enviado especial para Negócios Globais do governo dos Estados Unidos e, conforme registrado, esteve envolvido em declarações recentes que motivaram reação de setores do Congresso. Até o momento, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil não emitiu resposta pública sobre o pedido apresentado por Gleisi Hoffmann.





