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Governadores criticam governo Lula pela falta de negociação com os EUA sobre tarifaço

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Da redação do Conectado ao Poder

Em meio ao aumento de tarifas sobre produtos brasileiros, governadores pedem ação efetiva do governo federal.

Governadores da direita, incluindo Tarcísio de Freitas (SP), Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Jr. (PR), manifestaram forte crítica ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva devido à falta de tratativas efetivas com os Estados Unidos a respeito do tarifaço, que impôs um aumento de 50% nos impostos sobre produtos brasileiros exportados ao país norte-americano. A declaração ocorreu durante o evento Expert XP, em São Paulo, e os governadores destacaram a gravidade do impacto dessa decisão na economia brasileira.

Ronaldo Caiado não hesitou ao afirmar que “Lula não quer resolver o problema do tarifaço” e chamou de “irresponsável” a postura da administração federal, sinalizando que as decisões diplomáticas estão equivocadas, especialmente em relação ao Insuno com a Argentina, com a qual Lula se reuniu. Para Caiado, essa postura afasta o Brasil dos seus principais aliados na América Latina.

Ratinho Jr. também criticou a omissão do governo, ao apontar a ausência do chanceler Mauro Vieira em negociações diretas com os EUA. “Os outros países mandaram seus representantes para discutir o assunto e o governo fica fazendo vídeo para brincar sobre o assunto”, disse ele, referindo-se ao que considera um adiamento das discussões mais sérias e necessárias para a política externa do Brasil.

Além das críticas, os governadores apresentaram preocupações com as projeções econômicas, destacando que a falta de ação pode levar a um colapso fiscal no país até 2027. Tarcísio de Freitas expressou que o tarifaço pode resultar na perda de 120 mil empregos em São Paulo e uma diminuição de 0,3% a 2,7% do PIB. Ele ressaltou que um alívio fiscal para as empresas afetadas é crucial, propondo uma “grande liberação” de crédito do ICMS.

Com os ânimos acirrados, os governadores cobram do governo Lula uma postura mais proativa em defender os interesses do Brasil e, ao mesmo tempo, expressam preocupação com a agenda eleitoral que parece priorizar interesses pessoais em detrimento das questões econômicas nacionais. Tarcísio concluiu que a retórica de divisão promovida pelo governo não ajudará o Brasil, especialmente em um momento tão delicado.