Da redação
O governo federal anunciou que o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 prevê investimentos de R$ 97,3 bilhões em programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural. Do total, R$ 85,2 bilhões serão destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o que representa um crescimento de quase 9% no volume de crédito, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
De acordo com a ministra Fernanda Machiaveli, nas últimas três safras foram concedidos R$ 225 bilhões em crédito, com taxas reduzidas para agricultores familiares. As novas condições preveem taxa anual de 2% para financiamento da produção de alimentos básicos, enquanto para produção orgânica e de sociobiodiversidade, o percentual baixa para 1% ao ano. No Pronaf B, o limite de crédito familiar subiu de R$ 53 mil para R$ 74 mil, e o de renda anual de R$ 50 mil para R$ 60 mil. A linha mantém juros de 0,5% ao ano, prazo de três anos para pagamento e desconto de até 40% para adimplentes.
Para as mulheres rurais, o limite do Pronaf Investimento chega a R$ 100 mil, com taxa reduzida para 2% ao ano. No Pronaf B, foi criada linha de R$ 8 mil de custeio específico para mulheres, além dos R$ 20 mil para “Quintais Produtivos”, com possibilidade de contratar até R$ 28 mil via microcrédito rural. Jovens da agricultura familiar terão limite ampliado de R$ 8 mil para R$ 16 mil para dois membros da mesma família. No Pronaf Jovem, o investimento máximo aumentou para R$ 50 mil, com juros reduzidos para 2% ao ano.
O governo também anunciou condições especiais para habitação rural, com taxas de 0,5% ao ano para reformas e redução de 8% para 5% ao ano para famílias com renda de até R$ 150 mil anuais. Para compra de máquinas, os juros caíram de 2,5% para 1,5% ao ano, com limite de financiamento ampliado para R$ 120 mil. Pela manhã, houve o lançamento do Plano Safra da agricultura empresarial, com previsão de R$ 525,1 bilhões em recursos para o próximo ano agrícola, sendo R$ 384,9 bilhões destinados ao custeio e R$ 140,2 bilhões para investimentos em modernização e infraestrutura.



