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Governo de Minas contradiz Vale e diz que rejeito chegou a curso-d’água após vazamento


Da redação

O Governo de Minas Gerais confirmou que um dos vazamentos ocorridos nas minas da Vale, em Congonhas, levou rejeitos de minério a cursos d’água da região central do estado. A afirmação, feita por Alexandre Leal, subsecretário de fiscalização ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, contradiz a versão inicial da Vale, que informou, no dia 26 de fevereiro, que apenas água com sedimentos havia sido carreada, sem liberação de rejeitos de mineração.

Após o episódio, o governo multou a mineradora em R$ 1,7 milhão pelos impactos ambientais. Segundo Leal, o dano ocorreu na mina de Fábrica, entre Congonhas e Ouro Preto, quando o rompimento de um tubo e de uma leira permitiu que “grande volume de rejeito e de água” atingisse cursos d’água. “Resíduos de minério, de rejeito de minério foram para o curso d’água, por isso que a empresa foi responsabilizada”, afirmou o subsecretário.

O vazamento, registrado à 1h40 de domingo (25), resultou em uma enchente de lama que atingiu os escritórios da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) e causou o transporte de 262 mil metros cúbicos de material para áreas próximas ao rio Maranhão. O governo não detalhou a quantidade exata de rejeitos e sedimentos nessa soma.

A Vale, procurada para comentar as declarações do governo, manteve a posição de que não houve carreamento de rejeitos de mineração. A empresa recebeu notificações e afirmou que vai se manifestar às autoridades competentes. O município de Congonhas suspendeu os alvarás das minas de Fábrica e Viga; nesta última, outro extravasamento foi registrado no mesmo dia, com multa adicional de R$ 400 mil.

Por fim, o superintendente de Fiscalização Ambiental, Gustavo Endrigo, determinou que a Vale inicie imediatamente o monitoramento das águas e apresente um plano de recuperação ambiental. O governo e a mineradora afirmaram que os incidentes não têm relação com as barragens da região, que seguem monitoradas 24 horas por dia.