Da redação
O Governo do Distrito Federal contratou uma auditoria para mapear mais de 7.000 imóveis subutilizados, conforme levantamento divulgado nesta semana em Brasília. A iniciativa integra o pacote de ajuste fiscal exigido para tentar obter aval da União a um empréstimo destinado ao BRB (Banco de Brasília).
O objetivo da auditoria é identificar potenciais fontes de receita a partir desses imóveis, utilizando os espaços de forma mais eficiente ou buscando alternativas financeiras. A governadora Celina Leão (PP) determinou essa medida como parte dos esforços para equilibrar as contas públicas, juntamente com cortes e racionalização de despesas.
Segundo o secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, a expectativa é promover uma redução de 10% nas despesas do governo ainda este ano. Entre os imóveis listados pela auditoria, um é utilizado atualmente pela prefeitura de Cidade Ocidental (GO), município vizinho ao DF.
A governadora busca elevar a nota de Capacidade de Pagamento (Capag) do Distrito Federal, requisito fundamental para que a União possa atuar como fiadora de empréstimos estaduais. Atualmente, o DF está classificado na faixa C. Apenas estados com notas A ou B são autorizados a contar com a garantia federal.
A administração do DF estabeleceu como meta retomar a nota mais alta possível até setembro. Medidas para alcançar o objetivo incluem cortes de 25% nos valores dos contratos e a determinação para que seis secretarias ocupem o Centro Administrativo, inaugurado há 12 anos e até então subutilizado pelo governo.
Além disso, o governo anunciou restrições como a suspensão de novos concursos públicos e o congelamento de reajustes salariais para o funcionalismo. Essas ações integram o pacote de medidas desenhado para restaurar a capacidade de investimento e melhorar o desempenho fiscal do Distrito Federal.





