Governo do DF inicia desocupação da orla do Lago Norte, em Brasília

paranoaDez lotes são alvo da operação; moradores se antecipam e recuam cercas. Liberação o Paranoá teve início em agosto, pela Península dos Ministros.

O governo do Distrito Federal iniciou nesta quarta-feira (30) a desocupação da orla do Lago Norte, em Brasília. A ação é realizada na QL 2 da região administrativa e ainda faz parte da primeira etapa do cronograma de desocupação da orla do Lago Paranoá, que deve ser concluída até 24 de outubro. Nesta etapa, o GDF removeu cercas e muros de 24 lotes no Lago Sul em duas semanas, em uma área de 40 mil m² da QL 12.

A ação começou por volta das 9h30 e terminou às 12h. Foram removidos 640 metros de cerca, sendo 440 metros de cerca viva e 200 metros de alambrado. A operação será reiniciada nesta quinta-feira a partir das 9h.

Participaram da ação o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e a Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth). A limpeza do local ficará a cargo da administração regional e do SLU. A operação no Lago Norte estava prevista para ser iniciada nesta terça-feira (30), mas por causa da chuva ela foi adiada para esta quarta.

Ao todo, dez lotes foram alvo da operação, mas muitos moradores já se anteciparam e recuaram cercas e muros para o limite de 30 metros da orla do Paranoá. Foi o que fez o aposentado Mauro Figueiredo, de 76 anos, que mora na região há 33 anos.

Figueiredo, no entanto, se disse preocupado com a liberação da área. “O problema de 30 metros não temos que discutir. Que seja usado adequadamente. O que não pode é criar um parque nesse bosque que tem aqui sem dar segurança para as pessoas e para os animais. Aqui tem nascente, tem área com muitos bichinhos e cuidado para continuar preservando como faço há mais de 30 anos.”

Casa no Lago Norte, em Brasília, com cerca recuada em relação à orla do Lago Paranoá (Foto: Isabella Calzolari/G1)Casa no Lago Norte, em Brasília, com cerca recuada em relação à orla do Lago Paranoá (Foto: Isabella Calzolari/G1)

Lago Sul
Iniciada em 24 de agosto na região conhecida como Península dos Ministros, a operação atendeu a uma decisão judicial transitada em julgado (quando não cabe mais recurso) em 2012. A área é considerada nobre e tem casas que custam cerca de R$ 8 milhões.

A maioria das casas da quadra tem piscina, dois andares, amplos jardins e vista privilegiada. Seguranças se revezam 24 horas para monitorar a área. A QL 12 abriga as residências oficiais dos presidentes da Câmara e do Senado – que não ficam na beira do lago – e de embaixadores.

Fonte: G1

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