Da redação
Uma auditoria do governo do Rio de Janeiro identificou indícios de desvios acima de R$ 400 milhões na Caixa de Assistência dos Empregados da Cedae (Cedae Saúde). O levantamento apontou possíveis irregularidades em pagamentos por serviços e suspeita de favorecimento de empresas associadas à antiga direção.
Segundo o relatório, a nova diretoria da Cedae Saúde verificou que arquivos com nomes de fornecedores e registros contábeis de dezembro de 2023 a abril de 2026 haviam sido apagados. Apesar disso, os auditores recuperaram os dados, identificando indícios de favorecimento de empresas ligadas à gestão anterior.
A investigação revelou que quatro empresas, integrantes de uma offshore vinculada a Eric Frederik Gualberto, ex-presidente da Cedae Saúde, nas Ilhas Virgens Britânicas, receberam R$ 95 milhões durante sua administração. O relatório será encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para apuração e possíveis medidas judiciais.
A Cedae Saúde, criada em 1988, gere a assistência de saúde a 17 mil pessoas, entre funcionários ativos, dependentes, aposentados e pensionistas. A gestão anterior fazia repasses mensais em média de R$ 20 milhões para custeio da entidade, valor que foi reduzido para cerca de R$ 6 milhões pela administração atual.




