Da redação
Democratas acusaram nesta quarta-feira (data não informada) o governo de Donald Trump de promover “o maior encobrimento governamental da história moderna”. A denúncia veio após veículos dos Estados Unidos revelarem que documentos do caso Jeffrey Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça, ocultaram referências ao ex-presidente.
Por força de uma lei de transparência de 2023, o Departamento de Justiça tornou públicos milhões de páginas sobre Epstein. No entanto, investigação da emissora NPR observou lacunas em arquivos referentes a uma denúncia de agressão sexual feita em 2019 contra Trump. Embora o presidente negue qualquer irregularidade e afirme ter sido isento nos chamados “Arquivos Epstein”, os índices dos documentos indicam que resumos detalhados de entrevistas com a denunciante – realizados pelo FBI – não foram publicados.
A NPR constatou que o sistema lista quatro entrevistas do FBI com a mulher que fez a denúncia, datadas de agosto e outubro de 2019. Apenas um resumo, centrado nas acusações contra Epstein, está acessível ao público; os outros três resumos e anotações seguem indisponíveis. O jornal The New York Times e a MS NOW relataram constatações semelhantes.
Segundo os arquivos, a denunciante afirmou ter conhecido Trump por meio de Epstein e alegou ter sido agredida pelo ex-presidente nos anos 1980, quando tinha entre 13 e 15 anos. Um documento do FBI de 2025 menciona o caso, mas não avalia a credibilidade do relato.
O democrata Robert García afirmou que o Departamento de Justiça “parece ter ocultado ilegalmente entrevistas do FBI com essa sobrevivente” e que os deputados vão abrir uma investigação paralela, exigindo a entrega dos arquivos faltantes ao Congresso. Procurado pela AFP, o Departamento de Justiça alegou não ter suprimido arquivos, apenas ocultado trechos temporariamente para proteger vítimas e dados pessoais, prometendo restaurá-los futuramente.






