Da redação
O governo interino da Venezuela e representantes da oposição iniciaram diálogo em Caracas, com mediação dos Estados Unidos, visando possível transição política e eleições. A líder opositora María Corina Machado não participou. O encontro aconteceu no Centro de Convenções da instalação militar de La Carlota, com acesso permitido apenas a fotógrafos.
O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, chefia a delegação governista e declarou no Telegram: “Tem início o diálogo com ex-deputados da oposição da Assembleia Nacional de 2015”. Dinorah Figuera lidera a delegação da oposição e afirmou, em publicação no X, que o processo pretende “marcar o caminho para a democracia e a reinstitucionalização da Venezuela”. Washington celebrou a iniciativa, classificando-a como “oportunidade única”, conforme o Departamento de Estado.
Segundo Figuera, o objetivo é promover mudanças no Tribunal Supremo de Justiça, no Conselho Nacional Eleitoral e garantir direitos civis e políticos. O opositor Juan Pablo Guanipa expressou apoio ao diálogo, pedindo “libertação de todos os presos políticos, novos poderes públicos e cronograma eleitoral que inclua a eleição presidencial”, referindo-se a Machado como candidata.
Familiares de presos políticos solicitaram à Figuera prioridade pela libertação de seus parentes. Mayra Morales e outros mantêm vigília há 60 dias em frente à embaixada dos Estados Unidos em Caracas, exigindo intervenção do encarregado de negócios americano, John Barrett. Protestos de militantes de esquerda expressaram rejeição à mediação americana, com manifestações contrárias à guinada do governo chavista após 25 anos de discurso anti-imperialista.





