Da redação
O Governo Federal reforçou o auxílio a Minas Gerais após as fortes chuvas que atingiram diversas regiões do estado. Nesta segunda-feira (2), o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, reuniu-se no Palácio do Planalto com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e prefeitos de cidades impactadas, como Juiz de Fora e Ubá, para discutir medidas emergenciais.
Em Juiz de Fora, as chuvas resultaram em deslizamentos de encostas e no aumento do número de mortes. A principal prioridade é a reposição habitacional para os atingidos. Por determinação do presidente Lula, será adotado o modelo de Compra Assistida, com cadastros para venda de imóveis abertos na Caixa Econômica Federal ainda esta semana. O MIDR apoiará o cadastro das famílias.
Ubá teve impacto significativo no centro do município, prejudicando comércio e indústria. Seguindo orientação presidencial, as ações replicarão o auxílio concedido ao Rio Grande do Sul, incluindo oferta de linhas de crédito especiais.
Até agora, o MIDR aprovou R$ 16,1 milhões para responder ao desastre, distribuídos em 11 planos de trabalho: três para assistência humanitária, cinco para restabelecimento de serviços e três para reconstrução de infraestrutura pública. Juiz de Fora recebeu R$ 2,1 milhões para assistência e R$ 835,5 mil para restabelecimento; Ubá terá R$ 482,4 mil em assistência, valores para reconstrução em vias de publicação (R$ 1,7 milhão, R$ 2,4 milhões, R$ 700,8 mil) e R$ 752,8 mil, R$ 1,9 milhão, R$ 3,9 milhões para restabelecimento. Matias Barbosa terá R$ 1 milhão para assistência e R$ 245,9 mil para restabelecimento.
Atualmente, seis municípios contam com reconhecimento federal: Divinésia, Senador Firmino e Porteirinha em emergência; Juiz de Fora, Matias Barbosa e Ubá em calamidade pública. Em Porteirinha, a situação de emergência foi reconhecida devido ao risco de rompimento da Barragem de Lages, com evacuação determinada pela Defesa Civil Alerta. Segundo o Inmet, há previsão de mais chuvas intensas até quarta-feira (4). Juiz de Fora contabiliza 65 mortes, 8.049 desalojados e 535 desabrigados; Ubá, sete mortes, um desaparecido, 732 desalojados e 26 desabrigados.






