Início Distrito Federal Governo federal melhora proposta para suavizar alta de combustíveis, mas só na...

Governo federal melhora proposta para suavizar alta de combustíveis, mas só na parte técnica


Da redação

Às vésperas da reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), marcada para sexta-feira (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, revisou a proposta para mitigar a alta dos combustíveis provocada pelo aumento do petróleo no Brasil. A proposta inicial era dividir entre União e Estados o custo da redução do ICMS, mas gerou dúvidas quanto ao impacto efetivo no preço ao consumidor.

Agora, Durigan propõe que União e Estados compartilhem igualmente uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, totalizando R$ 1,5 bilhão para cada parte. Segundo o ministro, essa opção é mais eficiente, pois evita que benefícios fiscais do ICMS sejam absorvidos na cadeia de produção, sem chegar ao consumidor final. Além disso, busca resolver a demanda dos 30% de consumo nacional não atendidos pela Petrobras e que dependem de importação.

O governador Eduardo Leite afirmou a interlocutores que pretende apresentar uma contraproposta na reunião de quinta-feira (26), sugerindo que os Estados arquem com 30% do custo, enquanto a União absorveria 70%. Apesar da mudança apresentada por Durigan, essa alternativa segue em debate, pois a divisão do custo permanece em aberto.

A Secretaria da Fazenda não confirmou nem negou a possibilidade dessa negociação. Destaca apenas a intenção de realizar uma reunião na própria quinta-feira (26) com representantes do governo federal, aproveitando o encontro do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) em São Paulo para esclarecimentos antes da decisão final.

Um dos entraves para a divisão igualitária do subsídio é o fato de que o aumento da arrecadação com a alta do petróleo beneficia majoritariamente a União, já que 80% da produção brasileira vêm do pré-sal, concentrando os pagamentos de concessão no governo federal.