Da redação
O governo federal decidiu que não irá intervir para socorrer o Banco de Brasília (BRB), segundo informações de assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi confirmada durante esta semana, em Brasília, após solicitação da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que teve o pedido recusado.
Assessores de Lula afirmam que a recomendação é manter o governo federal distante de assuntos relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao banco Master, que foi liquidado recentemente pelo Banco Central. Antes da liquidação, o Banco Central já havia rejeitado a proposta de fusão entre o banco Master e o BRB.
Daniel Vorcaro, de acordo com informações apuradas, está negociando um acordo de delação premiada. O acordo deverá envolver parlamentares de múltiplos partidos e é tratado como um fator sensível no cenário político nacional.
Diante da crise envolvendo o BRB, Celina Leão também pediu formalmente respaldo do Tesouro Nacional para obter um empréstimo de grande volume financeiro em favor do banco público, medida destinada a fortalecer a liquidez da instituição. No entanto, a possibilidade de conceder essa garantia é vista como remota.
A orientação no Palácio do Planalto é evitar qualquer envolvimento que possa trazer repercussões negativas à imagem do governo federal. Segundo um auxiliar do presidente, “a crise do BRB não é problema do governo federal. Esse problema foi criado pelo governo do Distrito Federal e eles que que se virem”.
O Banco Central justificou a negativa de garantia ao Distrito Federal alegando provável insuficiência de capacidade de pagamento do governo local. O caso ocorre em um contexto de tensões institucionais e financeiras envolvendo bancos regionais e figuras relevantes do setor financeiro brasileiro.






