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Governo Lula expulsa adido dos EUA e PF devolve credencial a outro agente


Da redação

O governo Lula expulsou do Brasil o adido civil Michael William Myers, do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, e suspendeu temporariamente o acesso de outro agente americano após a expulsão do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho dos EUA. Os fatos ocorreram em maio de 2024, em resposta à medida americana.

O Ministério das Relações Exteriores recomendou inicialmente que o Brasil respondesse à expulsão do delegado com reciprocidade “na forma e no conteúdo”. No entanto, com dois funcionários americanos atingidos, o Itamaraty avaliou que a reação brasileira poderia ultrapassar essa orientação e representar uma escalada diplomática, preocupando autoridades em Brasília.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, explicou: “Eu cortei temporariamente o acesso de um funcionário dos EUA à PF, até o MRE definir qual medida adotaria”. Rodrigues acrescentou que a segunda situação envolveu a determinação da saída de Michael Myers, executada no mesmo dia.

Com a expulsão oficializada, a Polícia Federal recuou e restituiu as credenciais anteriormente suspensas do agente americano, esclarecendo que se tratava de uma decisão administrativa passível de revisão. Segundo a corporação, a restrição havia limitado o acesso do americano à sede e sistemas da PF, procedimento também aplicado a Marcelo Ivo em Miami.

Marcelo Ivo foi acusado pelo Departamento de Estado dos EUA de “manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”. O comunicado da expulsão ocorreu por meio de publicação oficial em 20 de maio, enquanto autoridades brasileiras estavam em viagem à Europa.

O delegado brasileiro atuava como oficial de ligação em cooperação com o ICE e repassou informações sobre Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin e ex-deputado federal condenado a 16 anos e considerado foragido. O episódio abriu incertezas sobre o futuro da cooperação entre os dois países, segundo manifestações públicas do governo Lula.