Da redação
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão avaliando a participação do Brasil no Conselho da Paz para a Faixa de Gaza, órgão internacional proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo fontes do governo, a decisão será tomada com cautela, após análise dos possíveis impactos políticos e diplomáticos.
A proposta prevê mandatos de três anos para os Estados-membros, com possibilidade de renovação. Estados que aportarem ao menos US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) garantirão assento permanente no Conselho, que funcionará por meio de contribuições voluntárias. O órgão será presidido por Donald Trump.
Entre os pontos em debate pelo governo brasileiro estão o escopo de atuação do Conselho e possíveis sobreposições com a Organização das Nações Unidas (ONU). Um auxiliar de Lula avalia que o novo órgão pode ser complementar ou concorrente à ONU, dependendo de sua implementação. Outro alerta para um possível conflito de competências com o Conselho de Segurança da ONU.
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, criticou o plano, apontando falta de coordenação com Tel Aviv e dizendo que a iniciativa vai contra a política israelense. O conselho é parte da segunda fase do plano de paz dos EUA para a região.
Trump já anunciou alguns membros do órgão: Marco Rubio, o ex-premiê britânico Tony Blair, Steve Witkoff, Jared Kushner, Marc Rowan, Ajay Banga e Robert Gabriel. Entre os presidentes convidados para integrar o conselho estão Javier Milei (Argentina) e Recep Tayyip Erdogan (Turquia). Milei expressou honra pelo convite e afirmou que “a Argentina sempre estará ao lado dos países que enfrentam o terrorismo, defendem a vida e promovem a paz”.






