Da redação
O governo federal prepara um novo plano de apoio aos setores da economia brasileira impactados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (27) pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Entre os atingidos estão empresas do aço e alumínio, que pagam alíquota extra de 50%, além de autopeças, que enfrentam tarifa de 25% no mercado americano, conforme a chamada Sessão 232.
Segundo o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, o projeto seguirá os moldes do “Brasil Soberano”, ação criada em 2023 para ajudar exportadores prejudicados pelo aumento das tarifas, conhecido como tarifaço.
Mercadante destacou que a nova iniciativa, o “Brasil Soberano 2.0”, será financiada com recursos já existentes no BNDES, sem necessidade de aporte do Tesouro Nacional. “Os recursos já existem, agora tem que ser modelado. A Fazenda está estudando e diz que já desenhou a iniciativa. Nós estamos aguardando agora para o presidente Lula definir a estratégia, mas os recursos existem”, afirmou Mercadante na capital paulista.
No programa anterior, o BNDES disponibilizou uma linha de crédito extraordinário de R$ 30 bilhões, dos quais apenas cerca de R$ 17 bilhões foram utilizados. A proposta, agora, é direcionar parte do valor remanescente para socorrer as empresas que ainda enfrentam as tarifas americanas.
“São empresas que estão sendo desvalorizadas de forma mais longeva”, explicou Mercadante, reforçando o compromisso de priorizar os setores econômicos mais penalizados pelas medidas dos Estados Unidos.





