Da redação
O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou a recuperação de 6.052 celulares roubados ou furtados durante a Operação Última Chamada, realizada em 23 unidades da federação entre os dias 10 e 19 de agosto. Em nova etapa anunciada nesta quarta-feira (19), a Polícia Rodoviária Federal e as forças de segurança estaduais passarão a consultar o histórico de celulares durante abordagens em rodovias federais e estaduais, com acesso ao Banco Nacional de Celulares com Restrição.
Segundo o ministério, policiais poderão averiguar o IMEI dos aparelhos, número de identificação dos celulares, durante abordagens de rotina. Caso haja recusa na apresentação do IMEI, caberá ao cidadão comprovar a origem do dispositivo. O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Fernando, afirmou que será possível cruzar os dados dos celulares com a identificação de veículos dos Detrans, tornando as abordagens mais precisas. A consulta ao IMEI, conforme o governo, não permite acesso ao conteúdo do aparelho e funciona como dado cadastral.
A Operação Celular Seguro, coordenada pelo Ministério da Justiça em parceria com os estados, já enviou 33.606 notificações a pessoas identificadas utilizando aparelhos registrados como roubados ou furtados. Foram feitas ações em 23 das 27 unidades da federação, ficando Roraima de fora por questões técnicas e Santa Catarina, Paraná e Tocantins por falta de interesse. Informações repassadas por quem devolve os aparelhos ajudam a mapear estabelecimentos e fornecedores envolvidos na receptação. No Amazonas e Piauí, conforme o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, mais de 50% dos notificados fizeram a devolução espontânea.
No primeiro trimestre de 2025, segundo o Ministério da Justiça, foram registrados 225.644 roubos e furtos de celulares no país, número que caiu para 215.589 em 2026, redução de 4,5%. O governo também mantém operações para retirar aparelhos do sistema prisional, tendo apreendido 2.254 celulares em presídios desde maio.





