Da redação
O governo federal revisou a previsão de superávit da balança comercial brasileira em 2026 para US$ 84,4 bilhões, contra a estimativa anterior de US$ 90 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A queda nas projeções do preço do petróleo motivou a reavaliação dos números.
De acordo com o MDIC, mesmo com a redução, o superávit projetado representa aumento de 24% em relação ao saldo de 2025. As exportações devem atingir US$ 382,5 bilhões, abaixo da expectativa anterior de US$ 394,4 bilhões. Já as importações caíram de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões. O petróleo bruto segue como destaque entre os produtos exportados pelo Brasil, influenciando fortemente o resultado da balança.
A diminuição dos preços internacionais do petróleo, cujos valores oscilaram de US$ 138 para cerca de US$ 100 o barril, afetou tanto os embarques quanto as compras brasileiras, dado o papel do Brasil como exportador de óleo bruto e importador de derivados. Conforme Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, a nova previsão foi baseada no desempenho registrado no acumulado do ano até setembro.
Caso a estimativa seja confirmada, o superávit de 2026 será o segundo maior da série histórica, atrás apenas de 2023, quando o saldo atingiu US$ 98,9 bilhões. Em setembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 7,74 bilhões, avanço de 146,4% em relação a igual período de 2025, impulsionado principalmente pela receita com petróleo bruto.




