Da redação
Os pais de Alex Pretti, Michael e Susan Pretti, divulgaram neste sábado (24) comunicado em que criticam o governo Donald Trump após a morte do filho, baleado por agentes do ICE em Minneapolis. “Estamos com o coração partido, mas também muito revoltados”, afirmam.
Alex Pretti, 37, foi morto durante uma operação federal anti-imigrantes. Segundo a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, o caso teria começado quando um homem teria ameaçado agentes federais com uma pistola 9mm, sendo então alvejado. No entanto, vídeos confirmados pelo The New York Times mostram Pretti apenas com um celular na mão, desmentindo a versão oficial.
Os pais de Alex alegam que ele “claramente não estava armado” e chamaram de “mentirosas” e “nojentas” as declarações do governo Trump sobre o episódio. Eles também afirmam que Alex tentou proteger uma mulher empurrada por agentes, estando desarmado, com uma mão erguida e sendo atingido por spray de pimenta. Alex era enfermeiro de UTI em hospital de veteranos em Minneapolis.
Duas semanas antes, outro agente do ICE matou a tiros Renée Good, americana também de 37 anos, na mesma cidade. Autoridades de Minnesota disseram que foram impedidas de investigar a ação dos agentes federais no caso Pretti. O governador Tim Walz declarou: “Vi o vídeo de vários ângulos e é repugnante. O estado vai conduzir a investigação”.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, pediu a renúncia de Kristi Noem e o fim das “operações ilegais de deportação em massa” e da “militarização do ICE”. Senadores democratas prometem se opor a verbas do orçamento para o ICE. Newsom defendeu investigações e punições para policiais federais que violem a lei.





