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Governo vê como natural rebaixamento da escola que homenageou Lula, mas aponta motivação política em notas


Da redação

Integrantes do governo Lula e do PT admitiram nesta quarta-feira (18) que já esperavam o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, escola que homenageou o presidente no Carnaval do Rio. Aliados lembraram que, nos últimos dez anos, 70% das escolas recém-chegadas ao Grupo Especial voltaram para a Série Ouro, citando dificuldades estruturais das estreantes.

A Acadêmicos de Niterói, que teve como enredo “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil”, obteve 264,6 pontos, ficando atrás da Mocidade Independente de Padre Miguel, penúltima colocada com 267,4 pontos. A escola recebeu suas únicas notas máximas – duas notas 10 – no samba-enredo, que contou a trajetória de Lula a partir de sua mãe, dona Lindu.

Integrantes do governo reconheceram incômodo com a baixa pontuação e apontaram possível motivação política para as notas atribuídas, especialmente no quesito enredo. Eles também questionaram críticas da oposição quanto à presença de Lula no Carnaval e lembraram que o presidente sancionou, em seu primeiro mandato, a lei da liberdade religiosa. Segundo aliados, não houve interferência do governo na definição do desfile.

Durante a apresentação, realizada no domingo (15), também houve críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, retratado como o palhaço Bozo. A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, era esperada no carro final, mas foi substituída por Fafá de Belém, causando surpresa.

Por orientação de auxiliares, Lula foi desencorajado a comparecer à Sapucaí devido ao risco de rebaixamento, mas decidiu prestigiar a homenagem à sua mãe, autorizada pelo TSE. O samba-enredo gerou controvérsia por possível propaganda eleitoral antecipada, já que Lula deve disputar a reeleição em 2026. A vencedora do Carnaval foi a Viradouro, que homenageou o mestre de bateria Ciça.