Da redação
A reunião de conciliação sobre a greve dos ônibus em São Luís (MA) terminou sem acordo nesta sexta-feira (30). A paralisação, iniciada no mesmo dia, envolve sindicatos dos trabalhadores rodoviários, empresas do setor e a Prefeitura de São Luís. O encontro, realizado na tarde de hoje na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA), não conseguiu avançar nas negociações.
Diante da manutenção da greve, o TRT-MA concedeu liminar determinando o retorno imediato de 80% da frota de ônibus às ruas. Uma nova rodada de negociações entre as partes foi marcada para a manhã de terça-feira (3), também no tribunal. A audiência foi conduzida pelo corregedor Gerson Oliveira Costa Filho, com participação do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (STTREMA), além de representantes dos governos estadual e municipal.
Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 15%, aumento do tíquete-alimentação, inclusão de dependentes no plano de saúde e cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho. Em contrapartida, os empresários ofereceram 2% de reajuste, condicionando qualquer avanço à definição dos subsídios a serem pagos pela prefeitura ao setor.
Diante do impasse, os rodoviários apresentaram contraproposta de 12% de reajuste, que será avaliada pelas empresas. O SET argumentou que novas propostas dependerão de definições do poder público sobre os subsídios ao transporte.
A paralisação afeta cerca de 700 mil usuários diários do sistema em São Luís. Para mitigar o impacto, o prefeito Eduardo Braide anunciou, nas redes sociais, a distribuição de vouchers para uso no aplicativo 99 (nas modalidades 99pop e 99moto). A ação, semelhante à adotada em fevereiro de 2025, utiliza parte dos subsídios pagos às empresas.






