Da redação
A greve dos rodoviários do município do Rio entrou no segundo dia, com impacto direto no deslocamento dos passageiros na cidade. A falta de ônibus gerou filas superiores a uma hora nos terminais e levou muitos usuários a optarem pelo uso de trens urbanos e metrô para chegar ao trabalho.
Durante alguns períodos, os aplicativos de transporte funcionaram com tarifa dinâmica, aumentando o custo do deslocamento. Segundo informações, tanto trens quanto barcas e o Metrô Rio implementaram esquemas especiais para absorver parte da demanda de passageiros afetados pela paralisação dos ônibus urbanos.
Para tentar interromper a greve, o Tribunal Regional do Trabalho marcou uma audiência de mediação do dissídio coletivo. O Sindicato dos Rodoviários convocou a categoria para uma assembleia na porta do tribunal, logo após o término da reunião. Sebastião José, presidente do sindicato, declarou esperar um acordo com os empregadores.
O Tribunal Regional do Trabalho considerou a paralisação legal, mas determinou a circulação mínima de 50% da frota das empresas, sob pena de multa de R$ 50 mil aos sindicatos. Segundo o sindicato patronal Rio Ônibus, ao menos 40 veículos sofreram depredação ao deixar as garagens, e 870 ônibus circularam pela manhã, de um total de 1.800 previstos para atender à ordem judicial.



