Início Distrito Federal Grilagem e loteamentos irregulares ameaçam nascentes entre Lago Norte e Itapoã

Grilagem e loteamentos irregulares ameaçam nascentes entre Lago Norte e Itapoã


Da redação

Moradores e especialistas do Lago Norte, no Distrito Federal, demonstram preocupação com ocupações irregulares que avançam desde o início de 2024 em áreas próximas a Áreas de Preservação Ambiental e Áreas de Proteção de Mananciais. O crescimento desordenado dessas construções põe em risco o Lago Paranoá e nascentes da região.

Cercamentos sem critérios, ruas estreitas e sem pavimentação, além da ausência de sistemas elétricos e de esgoto adequados, caracterizam as ocupações recentes. Conforme observado, parte significativa dessas áreas verdes sofre rápida expansão, o que compromete a proteção ambiental anteriormente assegurada.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal (Seduh), alguns dos terrenos encontram-se na etapa inicial da regularização fundiária, conforme dados do Portal da Regularização. No entanto, há registro de grande parte dessas expansões ocorrendo sem planejamento legal ou estudos técnicos adequados.

O avanço populacional desordenado é evidente, principalmente em núcleos rurais como o Capoeira do Bálsamo. Além dessa região, processos de parcelamento irregular e grilagem de terras públicas e privadas persistem, ameaçando nascentes que deságuam no Lago Paranoá e colocando em risco a proteção da vegetação local.

As ocupações já chegam próximas à Área de Proteção de Manancial Taquari, entre o Itapoã e o Lago Norte, incluindo regiões como a Serrinha do Paranoá. Nesta área, há interesse recente do Governo do Distrito Federal em incluir os terrenos em um pacote de concessões para solucionar questões financeiras relacionadas ao Banco de Brasília, após tentativa frustrada de compra de títulos do Banco Master.

No local, foram flagradas construções ilegais em estágio avançado, sem planejamento ambiental, como casas de alvenaria, barracos, entulhos e piscinas em construção. Lotes clandestinos seguem se expandindo, evidenciando intensa atividade clandestina e aumentando as pressões sobre a conservação do Cerrado e da hidrografia do Distrito Federal.