Da redação
A milícia xiita Kataib Hezbollah anunciou, nesta terça-feira (7), que irá libertar a jornalista americana Shelly Kittleson, sequestrada há uma semana em Bagdá. Segundo comunicado do porta-voz do grupo armado, Abu Mujahid al-Assaf, a repórter deverá deixar o Iraque imediatamente após sua soltura. O texto não informa a data exata para a liberação.
Shelly Kittleson foi sequestrada em 31 de março, quando caminhava por uma rua nas proximidades do Baghdad Hotel, na região central da capital iraquiana. A jornalista foi levada por homens armados. Milicianos do Kataib Hezbollah – grupo ligado ao Irã e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos – assumiram a autoria do rapto.
O governo do Iraque informou que montou uma operação para resgatar Kittleson e prendeu um suspeito após este colidir o veículo durante a fuga, mas a repórter já havia sido transferida para outro carro. A reportagem do Al-Monitor afirmou que Shelly havia tentado entrar no Iraque no dia 9 de março, mas teve a entrada negada por falta de visto de trabalho e “preocupações de segurança”. Dias depois, conseguiu um visto temporário de 60 dias.
As autoridades dos Estados Unidos e do Iraque ainda não comentaram oficialmente a promessa de libertação. Anteriormente, o governo americano declarou que Shelly Kittleson foi alertada sobre as ameaças antes de ser sequestrada.
Shelly Kittleson é uma jornalista premiada, especializada na cobertura do Oriente Médio e do Afeganistão para veículos como BBC, Al-Monitor e Foreign Policy. Ela estava hospedada em um hotel no centro de Bagdá e permaneceu poucos dias na cidade antes do sequestro.







