Início Brasil Grupo denuncia abordagem durante manifestação LGBTQIAPN+ no gramado do Congresso Nacional

Grupo denuncia abordagem durante manifestação LGBTQIAPN+ no gramado do Congresso Nacional

Por Alex Blau Blau

Integrantes afirmam que ato havia sido comunicado previamente às autoridades e cobram esclarecimentos sobre a atuação da Polícia Legislativa

Uma manifestação realizada na manhã de domingo no gramado do Congresso Nacional, em Brasília, terminou com denúncias de abordagem considerada excessiva por integrantes do grupo Estruturação. A ação fazia parte das atividades em alusão ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+ e consistia no hasteamento de uma bandeira com cerca de 50 metros nas cores do arco íris.

Segundo representantes da organização, aproximadamente vinte pessoas participaram do ato, que, de acordo com o grupo, possuía caráter exclusivamente simbólico e havia sido comunicado com antecedência aos órgãos responsáveis pela segurança.

O presidente do Estruturação, Michel Platini, informou que a organização notificou previamente a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Conforme o relato, a orientação recebida foi para que o Congresso Nacional também fosse informado sobre a realização da atividade, o que teria sido feito por meio de ofício encaminhado antes da manifestação.

Ainda conforme o dirigente, pouco depois de a bandeira ser aberta no gramado, equipes da Polícia Legislativa chegaram ao local e interromperam a continuidade do ato.

Michel Platini afirmou que os participantes foram surpreendidos pela forma como a abordagem ocorreu e classificou a atuação dos agentes como desproporcional diante do perfil da manifestação. Ele ressaltou que a atividade não envolvia instalação de estruturas nem equipamentos e tinha apenas o objetivo de marcar simbolicamente a data.

De acordo com o relato apresentado pelo grupo, os policiais informaram que a permanência dos manifestantes no local não seria permitida por falta de autorização específica para a realização da intervenção.

Após o episódio, os organizadores passaram a cobrar esclarecimentos sobre os procedimentos adotados durante a abordagem. O caso também motivou pedidos de manifestação das instituições responsáveis pela Polícia Legislativa para explicar os motivos da interrupção do ato e as normas aplicadas na ocasião.

A manifestação integra a programação realizada anualmente em referência ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, data voltada à defesa dos direitos, da diversidade e do combate à discriminação.