Da redação
A guerra no Oriente Médio elevou o trânsito de navios pelo Canal do Panamá, e há expectativa de aumento nas embarcações transportando gás natural liquefeito, afirmou Ilya Espino de Marotta, vice-administradora da via interoceânica. O conflito começou em 28 de fevereiro com o ataque de Estados Unidos e Israel ao Irã, resultando no bloqueio do Estreito de Ormuz, importante rota para 20% das exportações mundiais de hidrocarbonetos.
“Nós tínhamos antecipado uns 34 trânsitos diários para este ano, mas, nas últimas duas semanas, estamos tendo 38, 39, 40”, declarou Espino de Marotta ao canal Telemetro. Atualmente, pelo canal passam 5% do comércio marítimo global, principal ligação entre Estados Unidos e Ásia, especialmente China, Coreia do Sul e Japão.
Espino de Marotta destacou que o Canal do Panamá é uma rota “segura” e “curta”, oferecendo melhores rendimentos econômicos devido aos preços dos combustíveis. No entanto, ela alertou que mais de 40 trânsitos diários “não é sustentável no tempo” para a infraestrutura atual da via.
A previsão para abril é o aumento de navios transportando gás natural liquefeito. Esse segmento, que superava 500 trânsitos anuais, havia diminuído após a invasão russa da Ucrânia e está agora em recuperação devido às mudanças geradas pelo conflito na região do Oriente Médio.
Segundo Ricaurte Vásquez, administrador do canal, a guerra no Oriente Médio está provocando uma reacomodação nas rotas energéticas mundiais. Ele explicou que alguns clientes estão optando por comprar petróleo ou gás dos Estados Unidos para envio à Ásia via Canal do Panamá, evitando assim a passagem pelo Estreito de Ormuz.





