Guterres diz que chegou a hora de ver uma mulher como chefe das Nações Unidas


Da redação

A escolha do próximo secretário-geral da ONU está prevista para ocorrer até julho de 2026, com início de mandato em 1º de janeiro de 2027. O processo de seleção, iniciado formalmente em novembro de 2025, já conta com um candidato oficial: Rafael Mariano Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e cidadão argentino.

Durante a apresentação das prioridades de seu último ano à frente das Nações Unidas, o atual secretário-geral, António Guterres, defendeu a escolha de uma mulher para o posto. “É claramente tempo para as Nações Unidas, como para as principais potências do mundo, ter uma mulher à sua frente. Não tenho dúvidas nenhumas a esse respeito”, declarou Guterres em Nova Iorque, ressaltando que a decisão cabe aos Estados-membros.

A carta que deu início ao processo de seleção foi assinada pelo então presidente do Conselho de Segurança, Michael Imran Kanu, e pela presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock. O documento também detalha os procedimentos para apresentação e análise das candidaturas.

Segundo as regras, os Estados-membros podem sugerir nomes por correspondência aos dois órgãos principais. Após análise, o Conselho de Segurança fará a recomendação até julho de 2026. A decisão final sobre o próximo secretário-geral cabe à Assembleia Geral, composta por 193 países.

O processo é conduzido com base em princípios de transparência e inclusão. Qualquer pessoa com apoio de um país pode se candidatar, desde que apresente currículo e declarações de visão. A lista de candidatos é submetida à apreciação dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — em que um veto basta para eliminar uma candidatura.