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Haddad não dá pistas sobre futuro e se emociona ao relembrar trajetória acadêmica


Da redação

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, lançou neste sábado (7), em São Paulo, seu livro “Capitalismo superindustrial”. A obra, apresentada no Sesc 14 Bis, na região central da cidade, retoma estudos acadêmicos de Haddad sobre a economia da União Soviética e propõe debates sobre os rumos do capitalismo, especialmente diante do aumento da desigualdade, segundo sua análise.

O evento de lançamento contou com a participação da antropóloga Lilia Schwarcz e do sociólogo Celso Rocha de Barros. Os três participaram de um bate-papo aberto ao público, centrado nos temas abordados pela publicação.

Durante sua fala, Haddad focou-se exclusivamente no conteúdo do livro e nas discussões filosóficas e econômicas que ele propõe, sem comentar sua atuação recente no governo nem dar sinais sobre seu futuro político. Ao fim do encontro, não houve atendimento à imprensa.

Haddad se emocionou ao relembrar sua trajetória antes da universidade. Ele contou que, antes de ingressar na Faculdade de Direito da USP, havia lido poucos livros, pois sua família valorizava mais a subsistência do que a vida intelectual. “Sou filho de uma pessoa que nunca frequentou uma escola. Meu pai veio do Líbano com 24 anos… Até entrar na faculdade de Direito, eu nunca tinha lido um livro que não fosse necessário para passar no vestibular”, recordou.

O ministro relatou que se dedicou à leitura apenas após sentir a “efervescência” dos debates universitários. Ele afirmou que “nunca curtiu” a União Soviética e decidiu estudar os ideais socialistas para compreender melhor o regime. “Esse cara aqui Marx não pode ter gerado uma experiência tão autoritária quanto àquela”, avaliou Haddad sobre a discrepância entre teoria e prática do socialismo soviético.