Da redação
O Haiti enfrenta uma das crises humanitárias mais graves do mundo, marcada por violência de gangues, instabilidade política e crise econômica. Grupos armados controlam grandes áreas de Porto Príncipe, forçando mais de 1,4 milhão de pessoas a deixarem suas casas. Segundo a ONU, 6 milhões de haitianos precisarão de algum tipo de assistência humanitária em 2026.
Atualmente, metade da população enfrenta insegurança alimentar, enquanto a desnutrição infantil cresce drasticamente. O Plano de Resposta Humanitária da ONU para 2026 prevê um auxílio de US$ 880 milhões para ajudar 4,2 milhões de pessoas com alimentação, abrigo, saúde, proteção e educação. Mulheres e crianças representam mais da metade dos deslocados no país.
Apesar da necessidade crescente, cortes no financiamento reduziram serviços essenciais, como segurança alimentar e distribuição de água potável. A assistência em saúde, educação e proteção — que inclui programas contra violência de gênero e apoio a crianças — também foi prejudicada. Para 2025, a ONU solicitou US$ 908 milhões, mas apenas 24% desse valor foi recebido, devido à concorrência com emergências no Sudão, Ucrânia e Gaza.
A falta de financiamento pode provocar instabilidade regional. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou que o agravamento da violência e do deslocamento pode ampliar a migração irregular e afetar países vizinhos, além de aumentar o risco de crises secundárias, como emergências de saúde e crime transfronteiriço.
Em resposta, a ONU lançou oficialmente o Plano de Resposta Humanitária do Haiti para 2026 no final de 2025, pedindo mais comprometimento de governos e parceiros. No início de fevereiro, menos de 4% dos recursos necessários haviam sido arrecadados, dificultando a ampliação do apoio humanitário no país.








