Da redação
Com o aumento das chuvas em Goiás, o Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) alerta para o risco de leptospirose. De acordo com dados da unidade, os casos confirmados da doença subiram de 25 em 2024 para 34 em 2025.
A leptospirose é uma doença infecciosa transmitida pelo contato direto ou indireto com urina de animais infectados, principalmente ratos. “A bactéria Leptospira consegue penetrar pela pele, mesmo sem cortes ou ferimentos aparentes. Basta o contato com água de enxurrada contaminada para haver risco de infecção”, afirma a diretora técnica do HDT e infectologista, Vivian Furtado.
Os sintomas iniciais da doença se confundem com outras viroses, como febre, dor de cabeça e dores intensas no corpo. Um sinal típico é a dor acentuada na panturrilha, além de vermelhidão nos olhos. O quadro pode evoluir para formas graves, comprometendo pulmão e fígado, com risco de morte. “É uma doença potencialmente grave e pode levar à morte, o que reforça a importância da atenção aos primeiros sinais”, alerta Vivian.
A orientação é evitar contato com água acumulada nas ruas após as chuvas e utilizar calçados fechados e impermeáveis. Crianças não devem brincar em poças ou enxurradas. “A água da chuva em si não transmite a doença, mas a água parada misturada à sujeira urbana representa risco”, esclarece Vivian Furtado.
Vivian destaca ainda a importância de informar o contato com água de enchente ao médico, já que os sintomas são inespecíficos. O tratamento, feito com antibióticos, depende do diagnóstico precoce. Além dos cuidados individuais, saneamento básico e descarte adequado do lixo são essenciais para evitar a proliferação dos roedores.






