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Hezbollah exige cancelamento das conversas marcadas entre Líbano e Israel

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Da redação

O líder do grupo xiita libanês Hezbollah, Naim Qassem, pediu nesta segunda-feira (13) o cancelamento da reunião marcada para terça-feira (14) em Washington entre representantes do Líbano e de Israel. Segundo Qassem, essas negociações “representam uma submissão e uma capitulação” ao adversário israelense, com o qual o Hezbollah está em guerra.

A reunião, apoiada pelo governo dos Estados Unidos, prevê a participação dos embaixadores libanês e israelense para discutir um possível cessar-fogo. Enquanto o Líbano defende que o cessar-fogo ocorra antes de eventuais discussões de paz, Israel afirma preferir um processo formal de diálogo, buscando um acordo que ponha fim a décadas de conflito.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou no sábado (11) que pretende “desmantelar as armas do Hezbollah e alcançar um acordo de paz verdadeiro que dure gerações”. Qassem, contudo, considera as negociações “inúteis” e condiciona qualquer tratativa a um “acordo e consenso” de todo o Líbano.

Nos dias que antecederam a reunião, centenas de simpatizantes do Hezbollah protestaram contra a iniciativa e chegaram a acusar o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, de ser um “sionista”. Desde o início dos confrontos, em 2 de março, o Líbano contabiliza 2.055 mortos, incluindo 165 crianças e 87 trabalhadores da saúde, além de estimar ao menos um milhão de deslocados.

Em meio às tensões, Qassem afirmou: “Não vamos nos render, vamos permanecer em campo até o nosso último suspiro.” Ainda nesta segunda-feira, o chanceler alemão Friedrich Merz pediu a Netanyahu o fim dos combates no sul do Líbano e manifestou preocupação sobre uma possível anexação parcial da Cisjordânia.