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Homem acusado nos EUA de planejar matar Trump diz que foi pressionado pelo Irã


Da redação

O paquistanês Asif Raza Merchant, de 47 anos, acusado de planejar o assassinato de políticos americanos, incluindo o ex-presidente Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (4) que foi pressionado pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã a participar do complô. As informações foram divulgadas por veículos de imprensa dos Estados Unidos, incluindo o The Washington Post e o The New York Times.

Merchant, que foi acusado em setembro de 2024 de tentar contratar um assassino de aluguel, declarou-se inocente diante da Justiça americana. Em seu julgamento, relatou que só aceitou participar das ações para proteger a família que vive em Teerã e afirmou acreditar que seria interceptado antes que qualquer ataque fosse concretizado.

Ele afirmou ao tribunal, por meio de um intérprete de urdu, que nunca recebeu ordem para matar alguém específico. No entanto, afirmou que seu contato iraniano mencionou os nomes de Donald Trump, do ex-presidente Joe Biden e da ex-embaixadora na ONU Nikki Haley como alvos possíveis. “Minha família estava sob ameaça e eu tinha que fazer isso”, disse Merchant, de acordo com o Washington Post.

Segundo as autoridades, Merchant tinha “estreitos vínculos com o Irã”. Ele disse que, desde 2022, foi abordado por um membro da Guarda Revolucionária que lhe ofereceu “trabalho com o governo iraniano”, segundo relato ao The New York Times. Instruções recebidas incluíam organização de protestos, roubo de documentos, lavagem de dinheiro e possivelmente assassinato.

A acusação afirma que Merchant foi preso ao tentar contratar assassinos de aluguel, que na verdade eram agentes do FBI disfarçados. Autoridades americanas já haviam acusado o Irã de tentar vingar a morte do general Qassem Soleimani, morto em 2020 por um ataque ordenado por Trump.