Homem de 60 anos procurado por tráfico, homicídio e falsidade ideológica é localizado por sistema de reconhecimento facial


Da redação

Um homem de 60 anos, procurado por tráfico de drogas, homicídio e falsidade ideológica, foi preso após ser identificado por um sistema de reconhecimento facial adotado por órgãos de segurança pública. A tecnologia, chamada “Muralha Paulista”, comparou imagens capturadas por câmeras com o banco de dados de indivíduos procurados, o que possibilitou a localização e a prisão em flagrante do suspeito.

O sistema de reconhecimento facial cruza fotografias em tempo real com registros da polícia, acionando alertas automáticos quando há correspondência com dados de foragidos. No caso recente, ao passar por uma área monitorada, o homem foi identificado instantaneamente pelo software, o que permitiu rápida ação das autoridades.

Entre os crimes atribuídos ao detido estão tráfico de drogas, definido pela legislação brasileira como transporte, distribuição ou armazenamento de entorpecentes, o homicídio — considerado crime hediondo e com penas que podem chegar a 30 anos de reclusão — e falsidade ideológica, que envolve a inserção de informações falsas em documentos oficiais, com pena de até cinco anos de prisão.

A ampliação do uso de câmeras em vias urbanas e a integração dos bancos de dados aumentam o alcance da vigilância eletrônica, e o reconhecimento facial se baseia na análise de pontos únicos do rosto para montar um “mapa facial” comparativo. Quando o sistema identifica alta compatibilidade, equipes policiais são notificadas para confirmação e eventual captura do suspeito.

Apesar da eficiência, o recurso levanta discussões sobre privacidade e direitos individuais, com especialistas defendendo regulamentação e uso responsável da tecnologia. Até o momento, não há informações sobre recursos judiciais contra a prisão, mas o suspeito deverá passar por audiência de custódia nos próximos dias.