Da redação
Um homem foi preso em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ao confessar que operava um drone por ordem do tráfico para monitorar viaturas policiais e criminosos rivais no bairro Pantanal. Ele afirmou aos policiais que recebia R$ 1.200 mensais pelo serviço para um chefe conhecido como Flamengo, apontado como liderança do Terceiro Comando Puro na região.
De acordo com o Serviço Reservado do 15º Batalhão da Polícia Militar, a prisão ocorreu após monitoramento e diligências em uma área marcada por disputas entre facções. O homem foi abordado próximo à rua Maria Fernandes enquanto pilotava o drone, que continha gravações de monitoramento de viaturas. O equipamento foi apreendido.
O caso foi registrado na 60ª Delegacia Policial, em Campos Elíseos. A Polícia Civil informou que investigará a atuação do suspeito e o uso do drone pelo grupo criminoso. O homem será representado pela Defensoria Pública na audiência de custódia, ainda sem data marcada. A Polícia Militar afirmou que a apreensão “evidencia o uso de novas tecnologias por grupos criminosos como ferramenta de vigilância e obtenção de informações estratégicas”.
Segundo levantamento da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro, ruas do Complexo do Alemão vêm recebendo coberturas para dificultar monitoramento por drones, além de blindagens contra explosivos lançados por facções rivais. O uso desses equipamentos é acompanhado pela polícia desde 2017 e, diante do aumento nos casos, a Polícia Civil criou oficialmente a Coordenação de Combate ao uso de Drones Criminosos em 13 de julho, reunindo pilotos e concentrando inteligência sobre o tema.




