Início Mundo Homem morto por guarda costeira queria incitar revolta em Cuba, diz amigo

Homem morto por guarda costeira queria incitar revolta em Cuba, diz amigo


Da redação

Michel Ortega Casanova, cubano residente nos Estados Unidos, foi identificado como um dos quatro mortos pela guarda costeira de Cuba na quarta-feira (25), após um confronto armado nas águas territoriais da ilha. Segundo relatos à agência AFP, Casanova buscava “acender uma faísca” de revolta popular contra o regime comunista. Ele e outros nove cubanos, também residentes nos EUA, tentaram entrar armados em Cuba, resultando na morte de quatro integrantes do grupo e ferimentos em outros seis, que estariam detidos no hospital Arnaldo Milian Castro, em Santa Clara.

O regime cubano afirmou que o objetivo era uma “infiltração com fins terroristas”. De acordo com a mídia local, o grupo estava munido de fuzis, coquetéis molotov, pistolas, equipados com roupas camufladas e coletes à prova de balas. O barco utilizado tinha matrícula americana. Entre os mortos, apenas Casanova foi oficialmente identificado pelo governo cubano.

Líder do Partido Republicano de Cuba na Flórida, Wilfredo Beyra, afirmou que Casanova queria combater o “regime criminoso” e inspirar uma reação popular. Ele acrescentou que “muitos grupos” de cubanos no exílio estão dispostos a pegar em armas por Cuba, enfatizando que “Michel era um desses”. O presidente cubano Miguel Díaz-Canel assegurou que o país “se defenderá com determinação e firmeza diante de qualquer agressão terrorista”.

A crise em Cuba se agravou após a captura de Nicolás Maduro interromper o envio de petróleo venezuelano, aprofundando a escassez de combustíveis, remédios e provocando apagões que chegam a 20 horas diárias em algumas regiões. Nesta quarta, o Departamento do Tesouro dos EUA autorizou empresas americanas a revenderem petróleo venezuelano a Cuba, desde que destinado a companhias privadas.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que Washington vai conduzir sua própria investigação antes de tomar medidas, ressaltando ser “incomum ver tiroteios assim em alto-mar” e negou envolvimento dos EUA na operação.