Da redação
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), sob administração do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizou dois transplantes de rim em pacientes com doença renal crônica, no sábado (4). Os procedimentos foram feitos em horários distintos, após a captação dos órgãos na noite da Sexta-feira Santa (3), utilizando rins de um mesmo doador.
Os pacientes beneficiados, identificados como João Mendes e Lucas Pereira (nomes fictícios), dependiam de sessões frequentes de diálise antes do transplante. Lucas relatou ter recebido a notícia em casa e corrido para o hospital, emocionado. João, cristão, associou o procedimento à Páscoa, afirmando ter “renascido junto com Jesus” e prometeu se dedicar à recuperação.
A realização das cirurgias envolveu diversas áreas do hospital, incluindo Laboratório, Radiologia e equipe cirúrgica. Viviane Brandão, responsável técnica pelo serviço de transplantes, ressaltou o empenho conjunto da unidade para garantir a preparação dos pacientes. O urologista Guilherme Coaracy destacou a importância da agilidade, já que a preservação do órgão depende do rápido transplante após a retirada.
Coaracy também orientou sobre a necessidade de informar à família o desejo de doar órgãos, facilitando decisões em momentos de luto. Alice Caroline Souza, enfermeira, expressou a satisfação da equipe ao proporcionar uma nova chance a pacientes acompanhados em quadros graves. Em 2025, o HBDF já contabiliza 27 transplantes renais.
Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), o Brasil já realizou mais de 60 mil transplantes de órgãos desde 2013, com o rim como procedimento mais comum. O transplante renal é indicado em estágio avançado da doença, mediante critérios de compatibilidade sanguínea e imunológica, definidos pela lista da Central Estadual de Transplantes do DF (CET-DF).







