Da redação
A posse presidencial marcada para 5 de janeiro, pela primeira vez fora do tradicional 1º de janeiro, ampliou a procura por hospedagem em Brasília. Hotéis da região central esperam ocupação de 100%, informou a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (ABIH-DF).
Henrique Severien, presidente da associação, avaliou que a mudança antecipou as reservas e evitou conflito com o réveillon. “A demanda chegou com mais antecedência”, explicou. O Ibis Style Aeroporto recebeu 150 reservas na semana após o segundo turno.
No Gran Mercure, a gerente-geral Adriana Pinto disse que a procura por janeiro cresceu e que a ocupação já se aproximava de 90% nos dias 4 e 5. Ela prevê lotação; os quartos mais baratos se esgotaram primeiro. No B Hotel, o gerente-geral Fernando Kanbara disse que a procura quadruplicou.
As passagens também pesam no orçamento dos visitantes. Mariana Alves, de 24 anos, relatou que pagou cerca de R$ 400 em uma viagem anterior de ida e volta entre São Paulo e Brasília, mas agora encontra bilhetes por mais de R$ 1.000. Daniela Gonçalves, de 27, viu o preço entre Recife e Brasília subir de R$ 800 para R$ 2,3 mil.
O deputado federal eleito Fábio Felix (Psol) acionou o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) para pedir a apuração de diárias de até R$ 12,5 mil. Levantamento de 360 anúncios encontrou preços até 23 vezes maiores na noite da posse do que na semana seguinte. A representação questiona os critérios de formação dos valores. O Código de Defesa do Consumidor proíbe aumentos sem justa causa, mas não há teto legal para diárias. Até então, o Procon não havia recebido denúncias formais e orientava consumidores a registrar preços muito acima dos cobrados em datas semelhantes.




