Da redação
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os rebeldes houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, lançaram neste sábado (28) seu primeiro ataque de mísseis contra Israel desde o início da guerra, que completa um mês. Israel informou ter interceptado um míssil vindo do Iêmen, enquanto os houthis anunciaram que seguirão com as operações até o fim da “agressão” em todos os fronts.
O conflito teve início em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, e já se espalhou pelo Oriente Médio, provocando milhares de mortes e a maior interrupção do abastecimento de energia global registrada, com impacto sobre a economia e temores de inflação.
Na sexta-feira (27), os houthis já haviam advertido que agiriam caso a escalada contra o Irã e grupos alinhados, chamados de Eixo da Resistência, continuasse. Os rebeldes mostraram capacidade de atacar alvos distantes e interromper rotas marítimas na região, como fizeram após 7 de Outubro de 2023 em apoio ao Hamas.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou na sexta que espera concluir as operações militares em “semanas, não meses”, e afirmou ao G7 que países europeus e asiáticos deveriam contribuir para garantir a livre passagem no estreito de Hormuz. Washington enviou milhares de fuzileiros navais e paraquedistas à região para ampliar as opções do presidente dos EUA.
Do lado iraniano, autoridades denunciaram o terceiro ataque em dez dias à usina nuclear de Bushehr, sem danos ao reator ou emissões de radiação, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica. Pelo lado americano, foram registradas 13 mortes e mais de 300 feridos desde o início da guerra, incluindo 12 soldados atingidos na sexta em ataque iraniano à Base Príncipe Sultan, na Arábia Saudita.





