Início Distrito Federal Ibaneis diz que Pestana dava segurança e lia a alma do candidato

Ibaneis diz que Pestana dava segurança e lia a alma do candidato

Paulo Pestana
Paulo Pestana

Da redação do Conectado ao Poder

Governador inaugura, no Lago Norte, praça que leva o nome do jornalista e estrategista político; familiares destacam ética, simplicidade e atuação nos bastidores do DF.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) inaugurou nesta quarta-feira (25/3), no Lago Norte, a praça Jornalista Paulo Pestana e afirmou que Paulo Pestana “trazia segurança” e “conseguia entender a alma do candidato”, ao relembrar a atuação do jornalista nos bastidores de campanhas políticas no Distrito Federal. A cerimônia ocorreu na QI 9/10, em frente à Quituart, ponto associado às articulações que marcaram a eleição de 2018.

Durante o ato, Ibaneis declarou: “Paulo conseguia entender a alma do candidato. Se tem uma coisa que me traz insegurança, hoje, quando penso em uma campanha, é a falta dele.” O governador também atribuiu ao jornalista características como “ética, amizade, trabalho, simplicidade e humildade”, ao pedir que profissionais da imprensa se inspirassem na trajetória de Pestana. “Caminhei ao lado de um dos homens mais corretos que pude conhecer”, disse.

Paulo Pestana morreu há dois anos e ficou conhecido em Brasília pelo trabalho como editor e cronista, além da atuação no marketing político. Conforme lembrado na homenagem, ele era apontado por aliados como conselheiro e estrategista, com capacidade de traduzir a identidade de candidatos para o eleitorado e de manter diálogo com diferentes setores da vida pública local.

Para familiares, o novo espaço público no Lago Norte representa a rotina de convivência que o jornalista mantinha na região. A viúva, Zelinda Pestana, afirmou que o local remete ao cotidiano de “boas histórias” e disse que a praça marca o início da concretização de um plano ligado à área da Quituart, com expectativa de regularização e reconstrução do espaço.

O filho, Pedro Pestana, destacou que o pai atuava “nos bastidores, nunca no palanque” e que era reconhecido pelos conselhos e pela atuação intelectual em discussões sobre temas como arte, literatura e escrita. Segundo ele, a família frequentou o ponto por cerca de 28 anos, entre encontros e transmissões de futebol, e a nomeação da praça foi descrita como forma de manter o legado do jornalista visível na cidade.