Início Distrito Federal Ibaneis Rocha pede colaboração entre governos para combater crime organizado no Rio

Ibaneis Rocha pede colaboração entre governos para combater crime organizado no Rio

Da redação do Conectado ao Poder

Governador do DF se oferece para apoiar Rio de Janeiro com estrutura da Polícia Civil e propõe controle das fronteiras.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, solicitou nesta quinta-feira a colaboração entre os governos estaduais e federal para o combate ao crime organizado no Rio de Janeiro. Durante um encontro com autoridades no Rio, Rocha ofereceu a estrutura de inteligência e perícia da Polícia Civil do DF, enfatizando a necessidade de um esforço conjunto para enfrentar a crise de segurança pública que atinge o estado fluminense.

“Nós temos uma Polícia Civil extremamente equipada na parte de inteligência e perícia, e isso colocamos à disposição do governo do Rio”, afirmou. Entretanto, ele observou que as dinâmicas do crime nas favelas cariocas são muito diferentes das de Brasília, o que dificulta a delegação de policiais para essas áreas.

A vice-governadora Celina Leão, que representou o DF em uma reunião com o governador fluminense Cláudio Castro e outros governadores, também destacou a urgência de tratar a segurança pública como uma questão sem viés político. Rocha ressaltou que a situação complicada no Rio de Janeiro persiste há décadas e se agravou nos últimos anos, exigindo a união de esforços de todos os níveis de governo.

“Quando o crime é pressionado no Rio, ele se espalha para outros locais”, alertou o governador. Ele também enfatizou a importância do papel do governo federal no controle de fronteiras, portos e aeroportos, uma medida crucial para impedir a entrada de drogas e armamentos no país.

Ibaneis destacou que “o Brasil não produz drogas nem armas, tudo vem de fora” e sugeriu que a ampliação do controle de fronteiras é uma tarefa essencial para as polícias federal e rodoviária federal, que já realizam um trabalho admirável, mas que precisa ser ampliado.

Além disso, ele defendeu a necessidade de estruturar uma polícia de fronteira, pois, em um país de dimensões continentais como o Brasil, isso se torna um desafio significativo. Segundo ele, enfrentar o crime organizado deve ser tratado como uma política de Estado, visando proteger a população, especialmente os jovens.