Da redação
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, solicitou um empréstimo de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) com o objetivo de reforçar o capital do Banco de Brasília (BRB). O pedido foi formalizado por carta, destacando a importância de garantir a continuidade dos serviços financeiros, apoiar políticas públicas e preservar a liquidez do banco.
A proposta prevê carência de um ano e meio, pagamentos semestrais e remuneração baseada no CDI acrescido de spread, com detalhes ainda a serem definidos pelo FGC. O crédito pode contemplar tanto aumento de capital quanto uma eventual linha de liquidez, formato sujeito a ajustes entre as partes.
Como garantias, o governo ofereceu participações acionárias em empresas públicas — Caesb, BRB e CEB — e nove imóveis autorizados em lei. No entanto, há questionamentos, como a suspensão judicial do uso da Serrinha do Paranoá como garantia e litígios envolvendo o Centrad, complexo administrativo sem uso há mais de dez anos.
Segundo o Palácio do Buriti, a operação é considerada estruturante, visando recompor indicadores como o Índice de Basileia e ampliar a carteira de crédito. Entre os objetivos estão o financiamento de habitação e infraestrutura, apoio a micro e pequenas empresas, estímulo à economia local e aumento da arrecadação.
O processo está na fase inicial, aguardando análise de viabilidade pelo FGC. O governo prepara documentos como plano de negócios e diagnóstico financeiro. Paralelamente, o BRB enfrenta pressão por perdas em ativos problemáticos e a necessidade de provisões de até R$ 13,3 bilhões, conforme auditoria independente. O banco também tem dificuldades para divulgar os resultados de 2023 no prazo legal e enfrenta resistência do Banco Central em prorrogar o prazo.





